Siderópolis realizará, na terça-feira de Carnaval, a 40ª edição do Torneio de Taco

A partir de sexta-feira, dia 28, o município de Siderópolis entra em festa com a realização do Carnaval 2025 na Piazza Nova Belluno. A programação prevê atrações no sábado, dia 1º de março, e terça-feira, dia 4. O município vem incentivando a formação de bloquinhos para participar dos bailes públicos, além de manter a tradição que vem se mantendo desde 1985, tendo sido interrompida apenas durante o período de pandemia: Torneio de Taco Luciano Venturini.

Para a edição deste ano, assim como em 2024, será mantido o naipe feminino, que agora terá o troféu nomeado em homenagem a Andreia Cesa. Já no masculino, os homenageados serão Toninho Venturini e Gersi Fritzen. Na semana passada, os amigos que organizam o torneio se reuniram para refazer a foto dos primeiros organizados e detalhar a organização do evento.

As inscrições para o Torneiro serão realizadas no local da competição, a partir das 13h. “As inscrições são individuais e as duplas são definidas por sorteio. Apenas a dupla campeã de 2024 tem o direito de se manter. Serão aceitas inscrições até às 14h, e o valor é de R$ 25, que será revertido em consumação, podendo ser utilizado para adquirir asinhas de frango ou bebida”, informou Méricles Rossa, o Meck, que está na organização desde o início. Ele ainda lembra que um chuveirão ainda será montado para aliviar o calor dos participantes.

Sobre o Torneiro

A ideia do torneio nasceu em 1985, conforme Jair Grossmann, o popular Rui Cabeça, hoje com 59 anos. Segundo ele, “aconteceu por acaso”, quando estavam indo combinar um acampamento. “Fui eu e meu amigo Babu, em uma quaresma”, relembra. Rui foi campeão em 1987 e depois em 2022. A falta de opção de lazer e a observação de pessoas jogando na rua foram o estopim para a ideia inicial.

Outro participante desde o início é o Chander Denner Ambrosio, o Coxa, de 57 anos, que foi campeão três vezes. Segundo ele, o Torneio “é uma tradição que enraizou”. Ele faz questão de mostrar a foto junto à turma que disputou a primeira edição.

“É uma coisa boa. O pessoal se reúne, se abraça e o mais importante, homenageamos entes queridos”, comenta Coxa, que é primo de Luciano Venturini, que dá nome ao Torneio, falecido há nove anos em um acidente de automóvel. “Ele jogava todo ano”, concluiu Coxa.

Rui Cabeça reforça que, independentemente do número de participantes, a preocupação sempre foi em manter a tradição. “A gente sempre se preocupou em fazer”, frisou. A brincadeira de criança, como o próprio Rui descreve, foi ganhando força. Em 2024, o Torneio bateu recorde de participantes, com 66 pessoas, além da inclusão da modalidade feminina.

Segundo Meck, há um pedido para a realização da edição infantil do Torneio, que está sendo planejada para o Dia das Crianças.